quarta-feira, 19 de maio de 2010

JORNAL DE FATO 19 de Maio de 2010

Artesãos contrários à cobrança de taxa
Paulo Sérgio Freire
Da Redação

Os artesãos de Mossoró estão em pé de guerra com a Fundação de Geração de Emprego e Renda (FUNGER). A insatisfação é decorrente da decisão por parte da Fundação de cobrar dos artesãos taxas no valor de R$ 80,00 (artesanato) e R$ 120,00 (comidas típicas), referente à permanência para exposição dos mesmos durante o período junino na Praça de Eventos do Corredor Cultural de Mossoró, localizado na Avenida Rio Branco, Centro.
Na tarde desta terça-feira, 18, a Associação Mossoroense de Artesãos (AMO) discutiu o assunto em reunião ocorrida no auditório da Estação das Artes Eliseu Ventania, a reunião, inclusive, contou com a participação da presidente da Funger, Isabel Montenegro. "Não aceitamos a cobrança dessa taxa, alguns artesãos não tiram nem isso no dia, como faríamos com transporte e alimentação que é custeado por nós?", indaga Ana Lúcia Fernandes, artesã integrante da coordenação de feiras e eventos da (AMO).
A insatisfação dos artesãos parece ter surtido resultado. Durante o encontro com Isabel Montenegro (o De Fato tentou falar com a presidente, mas não obteve sucesso), ficou definido que as taxas seriam revogadas, conforme adiantou o presidente da (AMO), Helber Filgueira, "a presidente da Funger se comprometeu em não cobrar taxa, que ficaria inviável para todos nós", justificava Helber. Ao todo, a (AMO) possui 96 artesãos cadastrados. A exposição do trabalho desenvolvido por eles já ocorre dentro da programação do Mossoró Cidade Junina há onze anos. No entanto, com essa cobrança, os artesãos ameaçam não participar da exposição extra da Praça de Eventos. "A taxa do período junino é algo novo, nunca existiu essa cobrança antes, não entendo como querem incentivar a arte da terra se cobram taxas para isso", indaga Ana Lúcia.

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