quarta-feira, 19 de maio de 2010

GAZETA DO OESTE Mossoró-RN 19 de Maio e 2010

Artesãos não irão pagar as taxas do 'Cidade Junina'

Artesãos da Associação do Artesanato Mossoroense (AMO), vendedores de comidas típicas e representantes da Funger e da Gerência de Cultura participaram ontem à tarde de reunião, no auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania para discutir a cobrança de taxa para participação dos artesãos e vendedores durante a programação do Mossoró Cidade Junina 2010 (MCJ 2010).
Segundo Heuber Fernandes Filgueira, presidente da Associação do Artesanato Mossoroense, em reunião realizada dia 14 de maio, a Funger havia informado que a taxa para cada artesão expor na Praça de Eventos durante MCJ 2010 seria R$ 80,00 e R$ 120,00 para cada vendedor de comidas típicas. Porém, conforme Heuber, a maioria dos artesãos não tinha como pagar a taxa.
O impasse criado pela cobrança da taxa aos profissionais na edição do MCJ 2010 foi encerrado ontem à tarde, durante a reunião na Estação das Artes. "Depois de negociações com a presidente da Funger, Izabel Montenegro, nós conseguimos extinguir a taxa, pois os artesãos não têm condições de pagá-la. Muitos deles são pessoas humildes e vão para o Mossoró Cidade Junina pelo lado social", afirmou Heuber, comentando que durante o evento, há uns que vendem muito, outros menos.
Izabel contou que diante das dificuldades apresentadas pelos artesãos e vendedores de comidas típicas, a Funger decidiu não cobrar mais taxa. "Todos os anos eles tinham participação gratuita e neste ano tentamos cobrar taxa, mas de forma sensível nós dispensamos as taxas, diante dos relatos dos artesãos e vendedores", disse a presidente da Funger, acrescentando que também não será cobrada taxa aos artesãos de outras cidades.
Para Salete Gomes, 52, vendedora de comidas típicas, a não cobrança da taxa é positiva. "Por mim pagaria uma taxa tranquilamente, mas o valor era muito caro. Pagaria no máximo, R$ 50,00. Mas, o não pagamento da taxa é melhor, mesmo que hajam menos investimentos nas barracas", disse Salete.
O presidente da Amo ressalta que o Mossoró Cidade Junina é uma oportunidade para os artesãos demonstrarem os trabalhos, venderem os produtos e que na edição do ano passado, 96 artesãos participaram. "Atualmente temos 96 artesãos e qualquer profissional que queira se associar pode entrar em contato com a Amo, através dos telefones 8834-5018 e 9606-7981", disse.
Salete conta que em 2009, primeiro ano que trabalhou durante o MCJ, conseguiu ter bastante lucro. "Todo dia estava vendendo muito, comprando mais mercadoria de boa qualidade, comprando material, louça e descartáveis. Entrei de cabeça no evento e cresci", relatou.
Na edição 2010 do MCJ, os produtos de artesanato e as comidas típicas serão expostos e vendidos na Praça de Eventos, todas as quintas, sextas-feiras, sábados e domingos durante o Mossoró Cidade Junina, às 18h.
"Iremos disponibilizar estandes, como espécie de feiras, com comidas típicas e artesanato. Os estandes serão decorados, com mesa, toalhas e segurança. Haverá ainda na Praça de Eventos show de humor e apresentações de repentistas", informou Montenegro.
Conforme a presidente da Funger, na Praça de Eventos haverá ainda a Festa da Colheita para pessoas das comunidades rurais de Mossoró e exposição de produtos dos agricultores familiares. "Haverá ainda na Praça concurso de maquetes, estande reservado para Gerência de Turismo para fornecimento de informações e orientações aos turistas e estande com um salão onde são ofertados gratuitamente serviços de manicure, penteados e maquiagem relativos às festas juninas", acrescentou Izabel.

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